O que há por trás da primeira Vogue Itália sem fotos?

Publicada esta semana, a edição de janeiro da Vogue Itália não apresenta sessões de fotos – a primeira na história da revista de moda.

A iniciativa visa destacar o impacto ambiental das sessões de fotos de moda. Em vez disso, a Vogue Itália encomendou oito capas ilustradas de artistas que produziram seu trabalho sem viajar ou transportar roupas.

O dinheiro economizado na produção da edição será destinado ao financiamento da restauração da casa histórica da Fondazione Querini Stampalia, severamente danificada pelas recentes inundações, em Veneza.

Movimento Verde

Já comentamos aqui que a sustentabilidade é disparadamente uma das grandes tendências para a próxima década.

Esse movimento da Vogue é uma das provas disso – a marca líder no segmento da moda, realizando movimentos em prol do verde.

Na carta de seu editor, o editor da Vogue Itália, Emanuele Farneti, revelou os recursos usados ​​para as sessões de fotos da edição de setembro de 2019, as maiores do ano: 150 pessoas, cerca de 20 vôos e uma dúzia de viagens de trem, 40 carros em espera, 60 entregas internacionais, luzes acesas por pelo menos 10 horas sem parar, parcialmente alimentadas por geradores a gasolina, restos de comida dos serviços de catering, plástico para embrulhar as roupas e eletricidade para recarregar telefones e câmeras.

Por que revelar isso? Talvez esse momento de clareza, de honestidade, sirva como um passo para realinhar a marca com as questões sustentáveis.

Obviamente nada é de graça – provavelmente a ação vem por perceberem que os consumidores precisavam ser reconquistados, e porque isso traria, de certa forma, uma grande mídia.

Só o tempo dirá se a Vogue adotando tal postura representa que rompemos a barreira da hipocrisia ou não.

By |2020-01-08T11:59:56+00:00janeiro 8th, 2020|Notícias|0 Comments