Caldeirão da Comunicação

Caramba, como as coisas mudam e nem sempre estamos prestando atenção…
O digital há anos é uma realidade na nossa vida, mudamos radicalmente nossos hábitos em função dele, mas, sinceridade, já parou para pensar nisso algum dia?

Hoje as novelas são séries em canais de streaming.
Os noticiários são acompanhados com um smartphone na mão para nos aprofundarmos nas notícias.
Quer assistir aquele jogo do seu time comendo uma pipoca na sala? Tem que pagar pelo sinal.
Vai no restaurante? Precisa ter smartphone para ler o cardápio.
Para chamar meu filho que está no quarto, mando um whatsapp.
Onde iremos parar?

Na realidade, não iremos parar. Isso faz parte da evolução e precisamos definitivamente aceitar e usar esse movimento a nosso favor. Falando em comunicação, sempre pensamos com foco no drive da força de vendas. A história nos desenvolveu como single, há alguns anos estamos flertando com o multi e de repente viramos omni. Onde perdemos o fio da meada?

No momento que ficamos vivendo a modernidade das coisas, mas não prestamos atenção na mudança.
Vivemos o moderno, mas não praticamos o moderno. Vivemos jornadas perfeitas de comunicação, mas não paramos de pensar que o drive é a força de vendas.

Volto a insistir que sim, a força de vendas é nosso grande drive da ponta do funil, é o recurso-chave para o grande fechamento da ação do cliente e para iniciar o funil de relacionamento e adesão decisiva em qualquer processo. Mas hoje vivemos num mundo omnichannel. Queremos mais do que um funil sendo desenvolvido numa abordagem, por um canal e numa única situação. Você que chegou até aqui no texto, consegue afirmar que gosta de visitar estande de vendas de apartamentos? Eu tenho até medo de entrar em um porque tenho grande dificuldade de sair. Sinto que serei ameaçado de morte se levantar da cadeira.

Precisamos pensar no cliente como se fôssemos nós. Estamos vivendo momentos diferentes onde ganhamos autonomia de decisão e canais de informação.
O mundo está democrático e as relações evoluíram para patamares jamais vistos.
Precisamos levantar a cabeça e olhar além do que nos ensinaram nos bancos da escola. Hoje, nem banco as escolas têm mais.
Esse é o grande momento de fazermos diferente. É o grande momento de sermos diferentes.
Vamos esquecer o passado. O que for bom de lá irá voltar. Vamos parar de buscar referências passadas porque nem sabemos mais se eram boas naquele momento. Sem nostalgia, mais atitude.

Aqui fica um desabafo de um ser inquieto e desprendido de referências. Porque para mim a única coisa que importa é ser feliz, da forma que for, sem títulos ou rótulos.
Veja o que a Monja Coen fala sobre esse tema, é demais!

 

Obrigado por seu tempo.

Autor: Evandro Lopes
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By |2021-12-02T10:26:06+00:00dezembro 2nd, 2021|Notícias|0 Comments